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Por que sua conta de Google Ads está gerando cliques e não clientes

Sobre o que estamos falando?

Equipe de trabalho analisando resultados em laptop, foto real

Toda semana, alguém dentro de uma empresa de tecnologia B2B abre o relatório de Google Ads e vê um número bonito: milhares de cliques, dezenas de conversões, custo por clique dentro do esperado. E, mesmo assim, o time comercial reclama que não fecha negócio nenhum vindo desse canal.

Esse descompasso é um dos padrões mais comuns em auditorias de conta de mídia paga para empresas de software B2B. E quase sempre a raiz não é falta de investimento, é otimização apontando para a métrica errada.

O sintoma: a conta parece saudável, mas o caixa não sente

Uma conta de Google Ads pode parecer bem otimizada em todos os indicadores de plataforma (CTR alto, CPC controlado, volume de conversão crescente) e ainda assim não gerar cliente nenhum de verdade. Isso acontece porque a plataforma otimiza para o que foi configurado como conversão, e nem sempre essa configuração reflete o que realmente importa para o negócio.

Um exemplo recorrente: uma campanha configurada para otimizar “envio de formulário” vai trazer volume de formulário. Só que nem todo formulário enviado é um lead qualificado. Se a plataforma não sabe distinguir o formulário de alguém realmente no perfil de comprador do formulário de um curioso ou de um candidato a vaga, ela vai simplesmente buscar mais do mesmo tipo de volume, sem discriminar qualidade.

Cinco sinais de que a conta está otimizando para a métrica errada

1. O volume de leads sobe, mas o time de vendas reclama de qualidade.
Quando marketing celebra o crescimento de leads no mesmo mês em que vendas reclama que “esses leads não servem”, geralmente o problema não é comunicação entre os times. É a definição de conversão configurada na campanha, que não reflete o perfil real de quem compra.

2. A palavra-chave é ampla demais.
Campanhas de busca configuradas com correspondência ampla, sem lista de negativas bem trabalhada, tendem a puxar tráfego de intenção genérica. Um termo como “gestão financeira” pode trazer tanto quem procura um software B2B quanto quem procura conteúdo educativo gratuito ou uma planilha pronta.

3. Não existe rastreamento até o CRM.
Se a única métrica disponível é o que a própria plataforma reporta, sem cruzar isso com o que realmente vira oportunidade e depois cliente no CRM, a empresa está decidindo orçamento com base em um dado incompleto.

4. A campanha nunca foi revisada desde que foi criada.
Contas de Google Ads que rodam há mais de um ano com a mesma estrutura, sem revisão de termos de busca, páginas de destino ou segmentação, tendem a acumular ineficiência silenciosa.

5. A página de destino fala de feature, não do problema que motivou o clique.
Quando o anúncio promete resolver um problema específico e a página de destino abre falando de arquitetura de produto ou integrações técnicas, existe uma quebra de expectativa que reduz a conversão real.

O que fazer com esse diagnóstico

Antes de qualquer ajuste de lance ou de orçamento, vale reconstruir a pergunta que a campanha está tentando responder. Em vez de “como gerar mais conversões”, a pergunta certa é “como gerar mais clientes que se pareçam com os melhores clientes que a empresa já tem”.

Isso normalmente exige três movimentos, nessa ordem:

  1. Definir com clareza o que conta como lead qualificado, com o time comercial na mesa, não só marketing.
  2. Revisar os termos de busca reais que estão disparando os anúncios, cortando o que não se encaixa nesse perfil.
  3. Conectar o resultado da campanha ao CRM, para que a decisão de investimento futuro seja baseada em cliente fechado, não em conversão reportada pela plataforma.

Perguntas frequentes

Isso significa que devo pausar as campanhas atuais até resolver a estrutura?

Na maioria dos casos, não é preciso pausar nada. O diagnóstico e o ajuste de estrutura podem acontecer em paralelo com a operação normal.

Como saber se o problema é a plataforma ou o meu próprio time de vendas?

Um bom teste é olhar amostras reais de leads dos últimos meses junto com vendas, e perguntar se aquele lead se parece com um cliente ideal. Se a resposta for não na maioria das vezes, o problema geralmente está na configuração da campanha.

Vale a pena trocar de agência ou de gestor de tráfego por causa disso?

Nem sempre. Muitas vezes o problema está em decisões estruturais tomadas no início da conta, que continuam sendo repetidas por inércia.


Esse tipo de diagnóstico é o ponto de partida de uma auditoria completa de mídia paga, que cruza o que a plataforma reporta com o que realmente vira receita no CRM.

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